Tombamento da Igreja de São José de Macapá deve ser finalizado em 120 dias

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MP-AP fez a recomendação ao governo. Processo é necessário para garantir projetos de preservação e restauração do prédio mais antigo da cidade, construído em 1761

MACAPÁ (AP) | G1 Amapá | Atualizado em 28.06.2019 – As 13h54

Pensando em preservar a construção mais antiga da capital, a Promotoria de Justiça de Urbanismo do Ministério Público do Amapá (MP-AP) deu prazo de 120 dias para que o tombamento da Igreja de São José de Macapá seja concluído.

A recomendação foi feita ao governo, direcionado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult), responsável pelo processo junto a outras instituições. A gestão diz que busca finalizar todos os trâmites legais. As tratativas vêm acontecendo desde 2016.

Dentro desse prazo de 120 dias, o governo fará reuniões com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que auxiliarão na elaboração de um laudo detalhado do que deve ser mantido no prédio, em caso de reforma.

“A Secult já está providenciando os encaminhamentos, juntamente com Iphan. Vamos reunir uma comissão para tratar deste assunto e dar prosseguimento definitivo ao processo, para que se chegue a conclusão do tombamento”, disse José Augusto Cardoso, assessor jurídico da Secult.

Inaugurada em 5 de março de 1761, a matriz já apresenta desgaste na estrutura, como a presença de cupins e rachaduras. Segundo Carlos Dinelson, coordenador de patrimônio histórico da Secult, o tombamento abrirá caminho para uma reforma no espaço, sem a perda da arquitetura histórica.

“Estamos com o compromisso de entregar o laudo onde vai estar detalhado o que se pode ou não mexer na estrutura da igreja. A partir disso, empresas privadas vão poder garantir recursos para que haja essa reforma, mas sempre preservando o patrimônio histórico”, garantiu Dinelson.

Já pensando em angariar recursos para uma futura reforma após o tombamento, o devoto Luís Margalho, operador de equipamento, deixa a ideia de que os próprios frequentadores da paróquia se juntem para ajudar na causa.

“Os próprios fiéis, em mutirão, podem conseguir angariar recursos e ajudar nessa reforma quando houver o tombamento. Acho que esse é o grande propósito de fé que move a gente a ajeitar tudo isso. Acho que se o povo cristão se ajudar mais um pouquinho com relação a religiosidade isso pode se conseguir”, opinou Margalho.

Jefferson Souza

Jefferson Souza