Bispos pedem a Maduro que não impeça ajuda humanitária para Venezuela

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Brasil e Colômbia já sinalizaram ajuda ao povo venezuelano

Macapá (AP) | Blog/Agências | Atualizado em 22.02.2019 – as 10h42

A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) emitiu comunicado ao presidente da Venezuela Nicolás Maduro que não impeça a entrada de ajuda humanitária ao povo do país proposto por algum países. Na quinta-feira, 21, Maduro ordenou o fechamento da fronteira com o Brasil após o governo brasileiro decidir enviar ajuda na fronteira.

Segundo o comunicado dos bispos venezuelanos, “as condições de vida chegou ao país a situações limites, sobretudo nas áreas alimentares e de saúde”. De acordo com os bispos, a Igreja tem pedido por muitas vezes a possibilidade de se abrir um canal humanitário para assistência da população, mas vem recebendo um constante “não” do governo venezuelano.

O comunicado dos bispos reforça que “o país necessita de ajuda humanitária”, como as apresentadas pelo Brasil e pela Colômbia, e que ” o regime tem a obrigação de atender as necessidades da população e facilitar a entrada e distribuição”, escrevem.

A CEV coloca a disposição do governo de Maduro a Caritas, organização responsável pelas ações sociais e humanitárias, para colaborar com a ação e destacou que “a possibilidade de ajuda humanitária gerou muitas expectativas devido às grandes necessidades das pessoas em relação à alimentação e saúde”. “Não serve interesses políticos, mas sim os interesses das pessoas mais vulneráveis”, ressalta o comunicado.

Os bispos pedem as forças armadas nacionais que se coloquem ao lado dos necessitados e evocam o juramento de cumprir a Constituição. ” não devem cumprir ordens que atentem contra a vida e a segurança da população. Nestas circunstâncias, devem permitir a entrada e distribuição de ajuda internacional”, pede a CEV aos militares da nação.

Crise

Nocolás Maduro disse que decidiu o fechamento da fronteira com o Brasil. A decisão foi tomada em retaliação à iniciativa da oposição venezuelana declarar que vai receber a ajuda humanitária dos países vizinhos. O Brasil vai enviar no próximo sábado, 23, remédios e alimentos até a região de Pacaraima, em Roraima.

A situação deixa a fronteira entre os dois países em clima de tensão. O governo brasileiro não reconhece Maduro como presidente após as eleições realizadas em 2018 e contestada pela oposição. Brasil, Alemanha, França, Espanha e os principais países da União Europeia reconhecem o autoproclamado presidente interino Juan Guidó como legitimo chefe do estado venezuelano.

Jefferson Souza

Jefferson Souza