Filme mostra a conversão de Oscar Wilde ao catolicismo no fim da vida

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Considerado ícone gay da literatura mundial, autor recebeu os sacramentos católicos antes de morrer

MACAPÁ (AP) – [Por Jefferson Souza] – O filme Happy Prince: o último retrato de Oscar Wilde (2018), dirigido e estrelado pelo britânico Rupert Everett conta o último ano da vida do escritor, poeta e dramaturgo Oscar Wilde.

Um dos autores mais populares da literatura inglesa, Wilde morreu em 30 de novembro de 1900 em Paris, vítima de meningite, após uma vida conturbada além de sua genial obra.

Lançado em abril nas salas de cinema da Alemanha, Bélgica, Itália e Reino Unido, distribuído por Vision Distribuiton, foi produzido por uma das principais produtoras dos gênero, a BBC Films.

A obra narra a história, ideais, confusões, dramas e romances de Wilde. Dentre este último, sua conhecida homossexualidade e relação com o Bosie, apelido do também poeta Lorde Alfred Douglas.

A relação amorosa com Bosie rendeu-lhe grandes problemas e foi o estopim para ser levado a julgamento na época por causa de sua homossexualidade. Foi condenado a dois anos de prisão.

Conversão

O “retrato” apresentando no filme mostra também a conversão de Wilde ao catolicismo. Sua homossexualidade é sempre destacada nos debates literários e acadêmicos, porém, quase nunca é recordada sua conversão antes de morrer.

De acordo com a reportagem de La Nuova Bussula Quotidiana, além dos trabalhos forçados aos quais era obrigado a realizar na prisão, Wilde se dedicava a leituras de “numerosas obras religiosas, entre as quais todas as obras de John Henry Newman”, seu contemporâneo, um sacerdote anglicano também convertido ao catolicismo. Newman chegou a ser nomeado cardeal da Igreja católica e em 2010 foi beatificado pelo Papa Bento XVI.

No leito de morte, Wilde encontrou o consolo e conforto do padre Cuthbert Dunne. O padre Passionista foi procurado por  Robbie Ross, um amante de Wilde em outros tempos e que se convertera ao catolicismo. Vendo-o agonizante Robbie teria levado o sacerdote para que Wilde recebesse os sacramentos do batismo e a da extrema unção, convertendo-se ao catolicismo. Na hora da morte Wilde trazia consigo nas mãos o Rosário do sacerdote passionista.

Segundo a La Nuova Bussula Quotidiana, Robbie quis certificar-se que o autor havia tomado a decisão com consciência e se estava convencido do passo a ser dado. “O catolicismo é a única religião em que eu morreria”, teria confidenciado Wilde.

Para o Religiõn em Libertad o novo filme sobre Osca Wilde “tem o mérito de apresentar os últimos dias de um ano dos mais célebres e celebrados escritores dos últimos séculos, mostrando-o em toda sua plenitude, com todas suas contradições, sua fragilidade ante as tentações, mas, também, com esse desejo de Deus que o levou, antes de morrer, a se converter ao catolicismo e a pedir os sacramentos”.

 

 

Jefferson Souza

Jefferson Souza