Articulação e organização do Grito dos Excluídos (as) em Macapá

cartazgritoDiocese de Macapá mobiliza leigos para o evento do dia 7 de setembro


Macapá (AP) - PASTORAL DA COMUNICAÇÃO - O Conselho de Leigos (as), Pastorais Sociais, CEBs, demais organismos eclesiais e Movimentos Sociais iniciaram a articulação e organização do Grito dos Excluídos (as) em Macapá, que será realizado no dia 7 de setembro de 2016.

Após as duas primeiras reuniões foram feitos os seguintes encaminhamentos: concentração e saída da manifestação, às 08 horas da manhã, da Igreja Santíssima Trindade, no bairro Nova Esperança, seguindo a caminhada até a área em frente do antigo Aninga, no bairro Novo Buritizal. Uma equipe definirá o percurso que passará no entorno do canal e área de ressaca.

O encontro de articulação e formação sobre o Grito será dia 6 de agosto, às 14h30min, no salão da Igreja Sagrado Coração de Jesus, no bairro do Buritizal.

Destacamos que no começo do mês de junho deste ano a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil por meio daComissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz publicou Carta de apoio ao 22o Grito dos Excluídos, que já alcançou dimensão continental. Uma ação que nasceu a partir da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo tema era “Fraternidade e os excluídos” e o lema: Eras tu, Senhor?

A carta afirma: “Em 2016 o 22o Grito dos/as Excluídos/as tem como lema “Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata”. O lema inspira-se no discurso do Papa Francisco durante o II Encontro Mundial com os Movimentos Populares, ocorrido na Bolívia, em 2015. Nele, o Papa conclama a promovermos mudanças que transformem este sistema capitalista depredador para uma economia a serviço da vida e dos povos.

Ao contemplar as faces da exclusão na sociedade brasileira, setores ligados às Pastorais Sociais da Igreja optaram por estabelecer canais de diálogo permanente com a sociedade promovendo, a cada ano, na semana da Pátria, o Grito dos/as Excluídos/as. Em seu percurso, o Grito experimentou desafios e dificuldades e soube, acima de tudo, manter, com liberdade profética, sua presença crítica diante da desafiante situação de exclusão que persiste para grande parte da população brasileira.

O Grito dos/as Excluídos/as não se limita ao sete de setembro. Vai além. Em preparação ao evento são promovidos debates, seminários, fóruns temáticos e conferências envolvendo entidades, instituições, movimentos e organizações da sociedade civil fortalecendo as legítimas reivindicações sociais e reforçando a presença solidária da Igreja junto aos mais vulneráveis, sintonizando-a aos seus anseios e possibilitando a construção de uma sociedade mais justa e solidária”.